RELAXADA

Estou quase a acabar de pintar os quinze azulejos com várias ilustrações de plantas do Ártico, que me encomendaram da Finlândia.

Foram-me enviadas fotocópias a cores com os desenhos a reproduzir, os quais tiveram de ser redimensionados para o tamanho dos azulejos – 15x15cm, neste caso -; uns foram aumentados, outros reduzidos e no final cada ilustração é relativamente pequena e tem alguns detalhes que custam a entender.

Confirmei mais uma vez como é importante usar as ferramentas adequadas a cada tarefa que se faz e agora trabalho levemente com a pontinha de pincéis cada vez mais fininhos, que raramente uso; a paleta de cores é aguada q.b., os tons são aplicados por camadas, primeiro os mais claros, depois os mais escuros. Não estou habituada a pintar desenhos assim tão delicados; tento que pareçam o mais natural possível, mas tenho dificuldades – são os pincelinhos, são as cores, as tintas, a escala e o pormenor. No entanto, à medida que avanço de uns para os outros vou compreendendo cada vez melhor o que é que devo fazer e como é que devo fazer; depois relaxo e deixo a mão executar – se calhar, no final, deveria repetir os dois ou três azulejos que pintei no início, mas não sei se vou ter paciência para isso.

 

 

 

CASSIOPE TETRAGONA

Comecei ontem a trabalhar na encomenda de 15 azulejos com ilustrações de plantas nativas do Ártico, para enviar para a Finlândia no final deste mês.

As ilustrações têm muito detalhe e é tudo muito pequenino; para já tenho estado a fazer os estregidos, que me estão a dar mais trabalho do que aquele que esperava, pois convêm ter um picotado apertadinho, para ficarem com melhor definição – e já estou a com os olhos em bico.

Amanha de manhã, quando a luz é melhor aqui na oficina, começo a pintar a Cassiope Tetragona, uma planta anã, que pelos vistos gosta de frio e se encontra por todo o lado no alto Ártico e norte da Noruega.