EM SECAGEM

Aproveitando a deixa de duas encomendas que tive para fazer uma série de réplicas de azulejos de tamanhos, espessuras e técnicas diferentes, para fins variados, tenho andado ocupada a produzir chacotas manuais também para mim – e assim ficam já todas a ver se secam, que com o frio gelado que tem estado aqui na oficina, às vezes fico a pensar que têm mais utilidade como desumidificadores do ambiente e na melhor das hipóteses, lá para a Primavera devo conseguir cozê-las.

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BISELADOS

Às vezes as coisas mais simples acabam por se revelar as mais complicadas. Tenho andado aqui às voltas com experiências de vidrados para tentar encontrar a cor de mel mais parecida – já não digo igual – à do azulejo biselado que me entregaram a fim de eu fazer algumas réplicas para um pequeno edifício na Ajuda.

A coisa não tem sido fácil, mas felizmente ocorreu-me pedir uma fotografia da fachada em questão e – tal como já devia estar cansada de saber – os azulejos originais variam de tons quase tanto como os meus, mais a mais tratando-se de vidrados transparentes coloridos com óxidos metálicos.

Assim sendo, e em boa hora, dou por terminada esta tarefa; a continuar assim, em breve arriscava-me a ter mais experiências de cor do que as cerca de quarenta unidades que preciso de fazer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ANO NOVO

 

Aproveitando o início do ano e também a encomenda que tive da loja do Mosteiro dos Jerónimos para fazer alguns fechos de abóbada em barro refractário, ando há três ou quatro dias ocupada a produzir uma série de Relógios de Sol que gostaria de deixar já feitos para o que der e vier – fica tudo a secar ao mesmo tempo e rentabiliza-se uma fornada de alto fogo.

O ANO DA ESTAMPILHA

Entre as mil e uma coisas que ando a fazer ultimamente, comecei esta semana a trabalhar em mais um pequeno projecto de réplicas de azulejos para uma fachada de um edifício em Lisboa – de repente e, agora que já estamos em Dezembro, começo a aperceber-me de que nunca tinha feito tantos azulejos de estampilha como neste ano; desta vez serão cinquenta unidades deste padrão e mais quinze para o respectivo friso e curiosamente já é a segunda variante desta padronagem linda que faço em tão pouco tempo.

 

 

 

 

 

BARRAS, PALMITOS E CERCADURAS

Esta semana entreguei todas as réplicas dos azulejos que fiz para a fachada de um edifício antigo, futuro hotel, no centro de Lisboa – no total, foram quase 300 unidades que irão colmatar as lacunas existentes na parede, divididas entre padronagens, esponjados, frisos, cercaduras, barras, palmitos, albarradas e ainda com tonalidades, dimensões e técnicas diferentes.

Ficaram bem, aqui na oficina. Tenho a certeza que lá, na parede, ainda vão estar melhor – vejo depois, quando por ali passar.

INVULGARES

Comecei a ver os resultados da empreitada da manufactura de réplicas de azulejos que estive a fazer para a fachada de um antigo edifício no centro de Lisboa a qual me manteve bastante ocupada nestas últimas três semanas.

Estou bastante satisfeita; os mais complexos de fazer, estes azulejos de estampilha com acabamentos à mão, cuja padronagem é bastante invulgar – pelo menos eu nunca a tinha visto e eu já vi muita padronagem azulejar! – ficaram bastante bem e já estão prontos a irem para a parede.

FUCKING CHRISTMAS

De vez em quando acontece-me isto: tenho encomendas de trabalhos muito engraçados e divertidos de fazer. Aqui há uns tempos, pintei uns azulejos com desenhos infantis, que na altura falei aqui e agora foi impossível não aceitar o desafio da Ana Saramago para fazer estas decorações de Natal tão fofinhas para o  Hardcore Fofo   – são a minha cara!

Confesso que foi muito libertador escrever La la la, o caralho! umas vinte vezes – sempre me apeteceu e nunca me tinha acontecido.