AZUIS

 

Tenho andado atarefada com a manufactura do painel para a loja ALMA, em Bordéus. As cores que ensaiei já foram escolhidas e aprovadas e os primeiros azulejos já se podem ver. A pintura da padronagem não é difícil, mas requer algum cuidado e organização da minha parte, para tudo bater certo com o projecto que me foi entregue. De qualquer modo e, para já, tudo anda a bom ritmo e a par de outros trabalhos que tenho em mãos.

 

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PROJECTO

Tenho andado ocupada com um novo projecto de azulejaria, que, para variar, se destaca um pouco das tradicionais réplicas de azulejos antigos que costumo fazer – e que adoro.

Trata-se de um painel de azulejos, novo, feito por encomenda segundo o desenho que me foi entregue, para uma loja de artigos portugueses que vai abrir em Bordéus. O painel é grande, tem 221 azulejos no total, divididos por 11 tipologias diferentes, as quais variam cromaticamente entre o branco e quatro tons de azul. No centro do painel está o nome da loja, como se se tratasse de um pequeno painel dentro de um outro, maior. Os azulejos são todos pintados à mão, um a um e apesar de não serem de difícil execução, ainda requerem algum trabalho e especial atenção, para no fim, baterem todos certos com o projecto apresentado.

CERCADURA

 

Comecei finalmente a preparar-me para pintar uma série de réplicas variadas de azulejos do séc XVII, para as quais me foram pedidas chacotas não só com as mesmas medidas, como também com as mesmas espessuras dos azulejos originais – cerca de 1,5cm ou até um pouco mais,  e depois escacilhadas, à boa maneira dos azulejos tradicionais portugueses desta época.

As experiências de cor estão feitas, as de vidrados também – eles próprios variam um do outro. Vou começar por estes azulejos de cercadura, com anjos virados para a esquerda e para a direita, que são os meus favoritos.

 

 

EM SECAGEM

Aproveitando a deixa de duas encomendas que tive para fazer uma série de réplicas de azulejos de tamanhos, espessuras e técnicas diferentes, para fins variados, tenho andado ocupada a produzir chacotas manuais também para mim – e assim ficam já todas a ver se secam, que com o frio gelado que tem estado aqui na oficina, às vezes fico a pensar que têm mais utilidade como desumidificadores do ambiente e na melhor das hipóteses, lá para a Primavera devo conseguir cozê-las.

BISELADOS

Às vezes as coisas mais simples acabam por se revelar as mais complicadas. Tenho andado aqui às voltas com experiências de vidrados para tentar encontrar a cor de mel mais parecida – já não digo igual – à do azulejo biselado que me entregaram a fim de eu fazer algumas réplicas para um pequeno edifício na Ajuda.

A coisa não tem sido fácil, mas felizmente ocorreu-me pedir uma fotografia da fachada em questão e – tal como já devia estar cansada de saber – os azulejos originais variam de tons quase tanto como os meus, mais a mais tratando-se de vidrados transparentes coloridos com óxidos metálicos.

Assim sendo, e em boa hora, dou por terminada esta tarefa; a continuar assim, em breve arriscava-me a ter mais experiências de cor do que as cerca de quarenta unidades que preciso de fazer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ANO NOVO

 

Aproveitando o início do ano e também a encomenda que tive da loja do Mosteiro dos Jerónimos para fazer alguns fechos de abóbada em barro refractário, ando há três ou quatro dias ocupada a produzir uma série de Relógios de Sol que gostaria de deixar já feitos para o que der e vier – fica tudo a secar ao mesmo tempo e rentabiliza-se uma fornada de alto fogo.

O ANO DA ESTAMPILHA

Entre as mil e uma coisas que ando a fazer ultimamente, comecei esta semana a trabalhar em mais um pequeno projecto de réplicas de azulejos para uma fachada de um edifício em Lisboa – de repente e, agora que já estamos em Dezembro, começo a aperceber-me de que nunca tinha feito tantos azulejos de estampilha como neste ano; desta vez serão cinquenta unidades deste padrão e mais quinze para o respectivo friso e curiosamente já é a segunda variante desta padronagem linda que faço em tão pouco tempo.