SETE

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Há coisas que são boas e que já me tinha esquecido de como gosto de as fazer. Ficaram como uma memória boa dos meus tempos de infância, na casa dos meus avós e mais tarde, da escola e do liceu, das disciplinas de trabalhos manuais e desenho. E depois nunca mais as voltei a fazer – deixou de ser preciso e de eu sentir essa vontade.

Hoje peguei na minha caixa de aguarelas desencantada mesmo a tempo do baú e estive a pintar o meu projecto para o painel de azulejos com a espiral de sete cores – as sete cores dos chakras.

E foi bom.

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HÁ SARDINHAS

Em tempo record, talvez umas dezasseis horas mal contadas a partir de sexta-feira passada, consegui desenhar duas propostas de sardinhas para o Concurso Sardinhas Festas de Lisboa’12, baseadas na azulejaria portuguesa (claro…). Na verdade, diga-se de passagem, a primeira proposta demorou-me aproximadamente o triplo do tempo a desenhar do que a segunda – um fim-de-semana intenso e muito bem passado, às portas de Lisboa, felizmente com muito sol e boa luz! – mas, in-extremis, resolvi arriscar também e fazer a segunda, que, no fim de contas, até tinha sido a minha ideia inicial. Mas estou satisfeita, gosto delas; acho que ficaram muito bem! E ainda consegui entregar as duas dentro do prazo, no último dia; ou não fosse eu como a sardinha, tipicamente portuguesa. Quanto ao prémio – prémios! – não sei quais são os critérios, mas dar-me-ei por satisfeita se conseguir ser seleccionada para integrar a exposição dentro do cardume das 150 seleccionadas. É claro que uns €€€ extra me dariam muito jeito, mas, se não acontecer nada, levanto os desenhos e já tenho rumo para eles. Aguardemos.

   

DA MINHA AVÓ

Se a minha avó Isaura, que eu adorava, ainda fosse viva, teria hoje 95 anos. Foi a vê-la costurar que eu aprendi a coser à máquina e era também comum vê-la a fazer crochet, quando me levava ao jardim, entretida com rendas e outros lavores semelhantes que as meninas de há cem anos aprendiam na escola. Foi da minha avó que eu herdei esta máquina de costura e também três caixotes com tecidos, lençóis, naperons, rendas e linhas, que me ocupam um espaço precioso em casa, mas que nunca me consegui desfazer.

Ando-me a preparar para a Feira Medieval de Sintra. Em Elvas percebi que o aspecto da barraquinha, bem como o de quem vende, é muito importante para chamar a atenção de quem passa. Com lençóis velhos, estou a fazer umas forras para as bancadas, aos quais vou aplicar umas rendas soltas que tenho lá em casa. Nada de excessos. Fiz também uma saia comprida, franzida na cintura, que aproveitei de um lençol velho normalíssimo (tenho lá uns de linho, que ficariam maravilhosos, mas parte-se-me o coração só de pensar em meter-lhes a tesoura…). Já pedi a uma amiga, que é um ás da costura, para me fazer uma touca, daquelas justinhas à cabeça e que se usavam na idade média, não só para dormir, como também para sair à rua. E depois, com um avental que uso aqui na oficina,uma camisa de mangas compridas e dois ou três acessórios, fica pronto o brilharete!

CAVALETES E PRANCHETAS, PREGOS E PARAFUSOS

A Câmara de Sintra avisou-me que não têm bancas para os feirantes, que cada um deve ter a sua. Claro que eu ainda não tenho uma e, tão em cima do acontecimento, vou ter de improvisar mais uma vez. Por sorte, aqui na oficina, cavaletes e pranchetas não faltam e vai ser com a prata da casa que eu me vou amanhar (a retenção de custos continua…). A questão vai ser entre haver uma parte de cima ou não; por um lado protegia-me do sol, por outro e, pensando em Sintra, protegia-me de chuva ou da humidade nocturna, que lá o verão é sempre duvidoso… Mas isso implica uma estrutura qualquer, que eu agora não consigo pensar… Portanto e, para já, acho que vai ficar mesmo assim. O importante é que as pessoas não se tenham de baixar. E quando eu me tornar uma verdadeira profissional nestas andanças, logo penso como vou fazer as coisas.

CARTÕES

Estou a fazer os meus cartões de apresentação para dar às pessoas. Como ando em retenção de custos ultimamente, há que reduzir as despesas ao mínimo: fotocópias a preto e branco, sobre papel brilhante com uma boa gramagem. Numa folha A4 consigo fazer 10. Depois é só ter o trabalho de cortar cada um. Para dar um toque colorido, tenho um carimbo, feito manualmente, que aplico onde eu quiser… E assim posso ir variando, tanto na cor de fundo, como na do carimbo. A necessidade aguça o engenho…

E com os pedacinhos que sobram, ainda posso fazer um cartãozinho pequeno que posso furar e adicionar aos embrulhos de quem me comprar alguma peça! Não se desperdiça nada…