O ANO DA ESTAMPILHA

Entre as mil e uma coisas que ando a fazer ultimamente, comecei esta semana a trabalhar em mais um pequeno projecto de réplicas de azulejos para uma fachada de um edifício em Lisboa – de repente e, agora que já estamos em Dezembro, começo a aperceber-me de que nunca tinha feito tantos azulejos de estampilha como neste ano; desta vez serão cinquenta unidades deste padrão e mais quinze para o respectivo friso e curiosamente já é a segunda variante desta padronagem linda que faço em tão pouco tempo.

 

 

 

 

 

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BARRAS, PALMITOS E CERCADURAS

Esta semana entreguei todas as réplicas dos azulejos que fiz para a fachada de um edifício antigo, futuro hotel, no centro de Lisboa – no total, foram quase 300 unidades que irão colmatar as lacunas existentes na parede, divididas entre padronagens, esponjados, frisos, cercaduras, barras, palmitos, albarradas e ainda com tonalidades, dimensões e técnicas diferentes.

Ficaram bem, aqui na oficina. Tenho a certeza que lá, na parede, ainda vão estar melhor – vejo depois, quando por ali passar.

INVULGARES

Comecei a ver os resultados da empreitada da manufactura de réplicas de azulejos que estive a fazer para a fachada de um antigo edifício no centro de Lisboa a qual me manteve bastante ocupada nestas últimas três semanas.

Estou bastante satisfeita; os mais complexos de fazer, estes azulejos de estampilha com acabamentos à mão, cuja padronagem é bastante invulgar – pelo menos eu nunca a tinha visto e eu já vi muita padronagem azulejar! – ficaram bastante bem e já estão prontos a irem para a parede.

PINTURA

Tenho andado ocupada com a manufactura de réplicas de azulejos para a fachada de um prédio bem conhecido no centro de Lisboa – que em breve dará lugar a mais um hotel na Baixa Lisboeta.

Tratam-se de azulejos de diferentes dimensões e técnicas e épocas e cores e tons; com motivos repartidos entre padronagens, barras, cercaduras e figurativos – no total, catorze tipologias diferentes, as quais têm de ser feitas de acordo com as quantidades que faltam a cada uma; ora três, ora sete, ora vinte e duas do lado esquerdo, ora dezasseis do lado direito; esta já está acabada, aquele não ficou bem; vou ter de repetir.

Aos poucos a coisa avança, com alguma calma e atenção, mas a bom ritmo. No total são um pouco mais de duzentos e cinquenta.

REGATA

Ainda na mesma maré: acabei de entregar esta pequena colecção de 25 azulejinhos manuais, de 7x7cm cada, com barcos à vela prestes a levantar âncora e zarpar rumo à Nova Zelândia – uma pequena encomenda que me fizeram a semana passada e que terminei já, antes que os trabalhos maiores que se avizinham me ocupem o tempo todo.

 

 

 

 

MANGANÊS

Depois de alguns testes de cor, comecei finalmente a produzir as cerca de 100 réplicas de azulejos de padrão para a fachada de um edifício em Setúbal – e depois, os 100 frisos que acompanham a padronagem.

Tive alguns problemas com a obtenção do preto, que nunca ficava uma mancha tão escura como a dos azulejos originais – na verdade e ao contrário do que parece à primeira vista, a mancha não é preta, mas sim um roxo muito escuro feito com óxido de manganês o qual, em concentração elevada, chega a ter tonalidades negras.

A questão é que o óxido de manganês é bastante instável e altera facilmente de forno para forno; de fornada para fornada e até mesmo dentro de uma só fornada, dependendo da zona em que é colocado; portanto estou sempre bastante insegura quanto aos resultados que irei ter depois dos azulejos estarem cozidos. A ver vamos.

TESTES DE COR

De volta à oficina e às mãos na massa depois de uma estada fora para banhos e limpeza da cabeça.

Para já, a rentrée coincide com um novo projecto – manufactura de réplicas deste azulejo de padrão e respectivos frisos, cerca de 200 unidades no total que irão colmatar as lacunas existentes na fachada de um edifício em Setúbal. As estampilhas já estão cortadas e os primeiros testes de cor, acabados de pintar, vão hoje para o forno.