DE CARA LAVADA

Na semana passada chegou aqui à oficina a Barbora Zisková (com um trema sobre o z e outro sobre o s) – a minha nova assistente nos próximos dois meses, vinda directamente da Eslováquia.

Apesar de trabalhar em marketing, o objectivo da Barbora é ter uma experiência diferente e aprender alguma coisa sobre manufactura de azulejos, dando-me em troca uma ajudinha  com toda esta parafernália informática importante, que me escapa completamente e a qual reconheço ter pouca apetência para aprender.

Fiquei então a saber, a semana passada, que a imagem do meu blog – este – estava completamente “old fashioned” e que ela se propunha fazer-lhe um “refresh”, para ficar com um ar mais moderno. Old fashioned? Como assim? Um blog que eu criei – criaram-me – há sete ou oito anos e que sempre se manteve com o mesmo aspecto? Tomara eu ter o mesmo aspecto de há sete ou oito anos!

Mas enfim, ok; ela é que é de marketing – deve saber do que é que está a falar.

E pronto; aqui está. Com outro ar e mais funcional. E elegante! Mas é só isso, mesmo; outra imagem, que os conteúdos também deveriam levar um refresh, mas para já irão ficar tal como estavam antes, que eu agora tenho muitos azulejos para fazer.

 

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OFICINA

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De novo na oficina.

Com pouca vontade, confesso – este tempo chuvoso, a humidade cá dentro e o facto de passar muito tempo aqui sózinha não me estão a ajudar. Nem escrever aqui me tem apetecido, o que não é normal – mas também não tem acontecido nada.

Enfim; isto vai passar, tem de passar. Tenho de me concentrar nos meus objectivos; este é o ano para semear, o ano certo para semear. Pelo menos foi o que defini na minha cabeça. Já estamos em Abril e não me posso esquecer que praticamente ainda não tive trabalho – trabalho daquele que se ganha dinheiro efectivo; porque, com excepção destes últimos dias, até andava a produzir bastante.  Tenho barro para amassar, experiências de vidrados para fazer – de alto e baixo fogo – moldes para encher. E ideias novas, mas cada coisa a seu tempo. Bom, tenho de começar por uma ponta e depois da coisa encarrilar, acho que já não paro.

RELATÓRIOS

          

Há alguns dias que ando às voltas com relatórios pendentes de trabalhos que já estão terminados. Não gosto de atrasar esta ultima tarefa – até porque normalmente o pagamento da tranche final só é feito após a entrega do relatório da intervenção, o que alíás até é por mim estipulado nas condições de pagamento -; mas tem havido tanta coisa para tratar ao mesmo tempo, que não tenho conseguido.

Assim sendo e aproveitando esta fase que me parece um pouco mais calma em acontecimentos, tenho estado para aqui na oficina a escrever os textos, a seleccionar e a inserir fotografias, a meter anexos; enfim, a elaborar relatórios com um PC velho e os meus escassos conhecimentos em informática, dentro de prazos considerados razoáveis – embora no triplo do tempo de qualquer pessoa normal do séc. XXI. Ainda assim, já consegui entregar o relatório da Estufa Fria, o do Pátio dos Canhões e estou quase quase a acabar o do Instituto de Medicina Tropical.

E pronto; podem começar a vir mais trabalhos.

SALA DOS GESSOS

Hoje à tarde fomos visitar a Sala dos Gessos, na Antiga Fundição de Cima. Estão lá vários modelos em gesso de algumas estátuas de Lisboa e é lá, também, que está o modelo original, esculpido pelo próprio Machado de Castro e que serviu para fazer o molde da estátua equestre de D. José I, em bronze, que está na Praça do Comércio. Graças a esta visita – adorei, aquele espaço é incrível! – fiquei a saber algumas curiosidades que desconhecia: a Rua do Museu de Artilharia, por exemplo,  que sobe atrás do Museu Militar, só existe porque foi aberta para a estátua poder passar e que foram fundidas vinte e duas toneladas de bronze, as quais – salvo o erro – demoraram cerca de sete minutos e cinquenta e três segundos a serem vertidas, continuamente, para dentro do molde. E que foram precisos três dias para levar a estátua desde Alfama até à Praça do Comércio e que na descida iam quatrocentas pessoas, homens e mulheres, a agarrá-la com cordas e que essas pessoas receberam almoços nesses dias.

Fiquei a saber, também, que a Sala dos Gessos não está aberta normalmente, mas que pode ser visitada se se pedir no Museu Militar. E talvez lá volte.

ARRUMAÇÕES

Depois de ter sido completamente apanhada de surpresa com a chuvada de hoje – no telejornal de ontem à noite anunciaram que o sol ia voltar, que as temperaturas aumentavam até ao fim da semana e que chuva, antes de dia 15, não se previa nenhuma -, fiz a agulha do Museu Militar e vim para a oficina. Confesso que estou aqui um bocado perdida; não tenho papelada para tratar, nenhum orçamento para pensar ou relatório para entregar. Já pensei em ir tirar uns desenhos de uns azulejos de uma fachada que preciso para fazer umas réplicas, mas o problema mantém-se – está a chover. E bem. De modo que parece-me que só tenho duas alternativas: ou vou para casa (0 que até seria bem visto, sempre ia fazer o IRS), ou começo a arrumar as coisas por aqui: há bancadas para limpar; frascos, frasquinhos, caixinhas e ferramentas para separar pelas prateleiras e armários, consoante o seu conteúdo – se de restauro ou se de cerâmica -; uns furos para fazer na parede e tralha variada para deitar fora. Isto não querendo falar, claro, nos sete pacotes que comprei há já não sei bem quanto tempo, 90 quilinhos de barro que ali estão à minha espera, empilhados no carrinho de transporte. Se calhar, o melhor será pôr o avental e meter mãos à obra. Mas antes vou aqui ao lado tomar um café e depois pesquisar umas coisas na net.

MODO SECRETÁRIA

Hoje tirei o dia para estar na oficina, em modo Isabel-secretária. Com o trabalho no Pátio dos Canhões a decorrer em grande força, tenho tido muito pouco tempo para tratar de alguns assuntos que estão pendentes há já algum tempo – na verdade, há mais do que aquele que eu gostaria. De uma vez por todas,  consegui escrever o relatório da intervenção no 88 e seleccionar também todas as fotografias que melhor o ilustram; respondi a dois ou três e-mails relativamente importantes; espreitei a previsão do tempo para amanhã e depois de amanhã no Accuweather Lisboa; preenchi uma factura e um recibo; telefonei várias vezes para o Instituto de Medicina Tropical sem nunca ter conseguido falar com ninguém da tesouraria; confirmei a previsão do tempo para amanhã no Meteo.pt; fui à Gebalis pagar a renda deste mês que já ia bem atrasada e espreitei – na diagonal – o monte de documentos, assim deste tamanho, que me enviaram para a elaboração de um orçamento, daqueles chatos de se fazerem e que provavelmente depois nunca virão. Ainda olhei para as minhas peças de cerâmica, ali tão quietinhas onde as deixei pela última vez, mas agora é impossível pegar-lhes – com muita pena minha.

Amanhã volto para o Museu Militar, mas antes de sair, quero ainda confirmar no WindGuru – que me disseram ser muito bom – se se prevê realmente céu muito nublado e ocorrência de aguaceiros para amanhã.

ESCRITÓRIO

Hoje estou em modo «Isabel-secretária»; tirei o dia para tratar e organizar a papelada do ano passado. IVAs, facturas, recibos… contas.   Comprei um dossier, separadores e micas de plástico e uma agendinha nova, de 2012 – que tenciono encher, cheia de trabalho. Aproveitando o balanço deste modo, vou fazer ainda uma carta de apresentação da Tardoz para enviar para alguns lados e também uns telefonemas: tenho dois ou três orçamentos que ficaram pendurados sem resposta e preciso de saber em que pé estão as coisas – cheira-me que não vão avançar e, como de costume, ninguém me avisa. Enfim, um trabalho chato, mas alguém tem de o fazer.