TESTES DE COR

De volta à oficina e às mãos na massa depois de uma estada fora para banhos e limpeza da cabeça.

Para já, a rentrée coincide com um novo projecto – manufactura de réplicas deste azulejo de padrão e respectivos frisos, cerca de 200 unidades no total que irão colmatar as lacunas existentes na fachada de um edifício em Setúbal. As estampilhas já estão cortadas e os primeiros testes de cor, acabados de pintar, vão hoje para o forno.

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CASA PARAÍSO

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Comecei o ano com mais uma encomenda terminada; na verdade, a última do ano passado – um pequeno painel de azulejos que fiz para o Rui Árias Ribeiro, da Iniciação à Genealogia    e que vai para a Casa Paraíso, uma pequena quinta no Alentejo.

O painel representa a árvore genealógica da D. Maria Serafina – aparecem não só os seus antepassados, como também os seus três filhos. No total são 18 pessoas, divididas por 5 gerações diferentes e organizar toda esta gente dentro de um esquema lógico que se adapte a um painel de azulejos, de modo a que nenhum nome coincida com nenhuma junta, ainda me deu algum trabalho, mas finalmente lá consegui chegar a alguma conclusão.

Agora que tenho alguma experiência, imagino que para a próxima seja mais fácil.

ROSA DOS VENTOS

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Saiu hoje do forno o pequeno painel cerâmico com uma Rosa dos Ventos que fiz em estilo alicatado e que já tinha falado antes aqui.

Cada peça foi cortada à medida, vidrada com uma cor diferente e pintada à mão com o nome de cada vento – de acordo com o projecto que me foi dado.

Está pronto a ser entregue e a seguir directamente para um terraço em Castelo de Vide.

ALICATADO

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Entre a manufactura de fragmentos cerâmicos, a elaboração de desenhos, a preparação de três ou quatro vidrados brancos com tonalidades diferentes e a pintura de réplicas para os painéis do Museu do Azulejo, tenho andado também a trabalhar – muuuuito devagarinho – neste projecto que me foi encomendado em pleno Agosto, o qual avisei desde logo que iria demorar até estar pronto.

Trata-se de um pequeno painel cerâmico com 30x30cm que propus fazer em alicatado; técnica que remonta aos séculos XVI e XVII e que consiste em agrupar pedaços de ceramica vidrada, cortados com diferentes tamanhos e formas, sendo que cada pedaço  é monocromático e faz parte de um conjunto de várias cores, mais ou menos complexo – neste caso, forma uma Rosa dos Ventos.

Neste momento tenho todas as peças cortadas e após algumas experiências, os vidrados também já estão escolhidos – foi-me dada inteira liberdade com os tons, desde que seguisse  as cores do desenho original. Agora falta vidrar peça a peça e depois pintar em cada uma o nome de cada vento. E depois cozer e esperar que corra tudo bem.

Estou contente; é giro este projecto – e finalmente entendi o significado de Tramontana.

ESBOÇO

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Comecei a trabalhar no desenho para uma nova encomenda que tive aqui há umas duas ou três semanas – um painel de azulejos para a parede de um lagar, numa pequena adega privada.

O painel tem de ser feito com chacotas manuais e o motivo foi mais ou menos deixado ao meu critério, mas podia ser “qualquer coisa como um Baco e uvas, muitos cachos de uvas”, pintado a azul e branco.

Estive a pensar e acho que vou usar também manganés – fica bem nos cachos de uvas.

 

GRÉS

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Andava há que tempos para experimentar um pacote de grés que comprei há uns meses e que ainda não tinha tido oportunidade de usar – na altura fiz um teste de retracção e cozi-o a alta temperatura; gostei da cor final e do aspecto de pedra com que fica, mas nada; fechei o pacote e ali ficou, até ver.

As ideias eram mais do que muitas – pequenas taças, vasos, porta velas; tudo ainda um pouco vago e sem projecto nenhum – e antes que o barro secasse completamente, resolvi fazer novos relógios de sol, mas agora mais pequeninos; ideais não só para um jardim, pátio ou quintal, mas também para uma varanda ou parapeito de janela.

E para já estou muito contente com os resultados!

OITO

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Estão finalmente prontos os oito novos exemplares de Relógios de Sol com mostrador horizontal que fiz para a latitude 38ºN, a da região central de Portugal, para já a pensar em Lisboa e arredores. Estou muito satisfeita com os resultados e com o interesse que todos têm demonstrado – parece-me que as pessoas gostam.

E aproveitando a deixa, já tenho uma série de ideias para novos modelos – se calhar, agora  em grés, para variar do refractário e continuar na linha do alto fogo.