EDIÇÃO LIMITADA

Estou muito satisfeita: em tempo record consegui fazer, embalar e entregar no prazo previsto uma edição limitada de 70 Relógios de Sol, que me foram encomendados pela Ageneal, a Agência Municipal de Energia de Almada, da Câmara Municipal de Almada, para assinalarem o seu 20º aniversário.

Cada peça é única, mede cerca de 12x12cm e foi totalmente executada à mão; o mostrador é em grés, com aplicação pontual de óxido de ferro, gravado de acordo com a latitude 38ºN e personalizado com o logotipo da Ageneal e o gnómon (ponteiro) é em aço inoxidável.

Em cada tardoz, o carimbo da Ageneal e o da Tardoz e a numeração da respectiva peça.

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RELÓGIOS DE SOL

Estou muito contente: foi-me encomendada uma edição limitada de 70 Relógios de Sol comemorativos do vigésimo aniversário de uma associação cujo objectivo é contribuir para o aumento da eficiência energética e para a melhoria do aproveitamento das energias renováveis.

Os relógios foram todos cortados à mão e os mostradores foram gravados, um a um, de acordo com a latitude de Lisboa. Neste momento estão todos alinhadinhos nas prateleiras aqui da oficina – encontram-se em fase de secagem. Se tudo correr como espero, daqui a uma semana, quando estiverem bem secos, serão aperfeiçoados e acabados com uma lixa fina, depois levarão óxido de ferro e finalmente estarão prontos para ir a cozer a 1250ºC.

ALICATADOS

Acabei finalmente a manufactura de todos os azulejos que me foram encomendados para a nova cafetaria do Palácio Nacional de Sintra.

Na sua maioria, foram azulejos manuais lisos, quadrados, de várias dimensões e também alguns frisos, uns mais curtos e outros mais longos, para forrar o balcão e as mesas altas, e ainda uma série de paralelogramos para compor um painel de tipo alicatado, baseado no revestimento azulejar da Sala Árabe, que apresenta uma composição geométrica de efeito tridimensional, e que irá decorar a parede de entrada.

PADRONAGEM INDUSTRIAL

Mais uma encomenda pronta e a riscar da lista dos mil e um afazeres que tenho tido entre mãos desde o início do ano e cujos prazos de entrega vou tentando cumprir ordeiramente e por ordem de chegada ou complexidade – desta feita, cerca de 90 réplicas de azulejos de fachada, de padronagem industrial, que curiosamente me foram encomendados para um revestimento de uma casa de banho e que, não é para me gabar, mas acho que ficaram muito bem.

 

LASTRA

 

Comecei a trabalhar num projecto cerâmico aliciante e bastante diferente daqueles a que estou habituada, o qual aceitei imediatamente quando fui contactada – a manufactura de cinco candeeiros/luminárias/apliques em terracota, para as paredes de um pátio interior de um hotel em Lisboa.

De acordo com o desenho apresentado, serão executados quatro modelos diferentes, todos semelhantes em comprimento e largura, mas distintos na forma e na altura das superfícies frontais – um deles será repetido.

A manufactura não é complicada, mas apresenta alguns requisitos técnicos que convém obedecer; cada modelo será executado com lastras de dimensões consideráveis, as quais têm de ser cortadas tendo em atenção a percentagem de retracção do barro a fim de, no final, se respeitar o mais possível as medidas apresentadas no projecto; as lastras não devem ter uma grande espessura para não conferir demasiado peso a cada peça, mas por outro lado, também não podem ser finas demais, pois terão pouca estrutura e maior tendência a empenar durante a secagem e a cozedura; a montagem das lastras deve ser executada quando as mesmas apresentarem já um certo grau de secagem, caso contrário e, com estas dimensões, estarão moles demais para se poder manusear sem que haja deformação imediata; por último, a secagem deve ser feita muuuito lentamente e apesar desta humidade e frio aqui na oficina e também de uma certa urgência no prazo de entrega das peças, ainda assim vou ter de tapá-las com plástico durante uns dias para tentar evitar empenos, deformações e fendas.

Depois fica a faltar a cozedura, mas cada coisa a seu tempo.

 

 

 

PARALELOGRAMOS

Depois de um final de ano atribulado, cheia de encomendas variadas para entregar até ao Natal e final de Dezembro, que me deixaram praticamente sem tempo nenhum para escrever, entrei em 2019 a trabalhar em mais um pedido do Palácio Nacional de Sintra – a manufactura dos revestimentos azulejares do balcão, mesas e parede da nova cafetaria, ainda em construção, baseados nos azulejos existentes em duas salas do palácio, com tamanhos e formas diferentes.

No total são quase 500 azulejos, feitos à mão e que assim de repente não sei bem quando é que vão secar, tal é o frio e a humidade existente aqui na oficina.