ESTRELA

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Estive a modelar e a moldar um protótipo para executar apenas 22 réplicas deste azulejo maravilhoso do séc. XVI, com uma estrela relevada e 8,6×8,6cm e 2cm de espessura – tão simples e tão lindo! Tenho muita sorte por peças destas me passarem pelas mãos e mais ainda por alguém estar disposto a pagar-me para eu ter este privilégio e fazer o que gosto. Foram-me pedidas apenas as chacotas, uma vez que os originais se encontram com inúmeras falhas de vidrado, as quais possivelmente irão apenas ser consolidadas, mas não sei se resisto a não vidrar e pintar uma delas.

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SÉC. XVI

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Estou bastante satisfeita: a semana passada foi-me adjudicado um trabalho de manufactura de réplicas de azulejos – lindos! – do séc. XVI, para uma Capela Manuelina; o que resta de um antigo convento em Sintra. Como sempre, o tempo não é muito e pedem-me urgência na entrega das réplicas; mas contra factos, não há argumentos: os azulejos maiores, 60 unidades de 15x15cm, têm 2cm de espessura, o que até não é muito se pensarmos que as cantoneiras, de 25cm de comprimento, têm 3. De modo que, só na secagem, prevejo umas três semanas pelo menos e isto esperando que o tempo se mantenha ameno. Para já, grande azáfama aqui na oficina, na produção de chacotas – as mais grossas que já fiz.

ARESTA-VIVA

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Em Julho passado tive uma pequena encomenda de trinta réplicas de azulejos brancos para colmatarem algumas lacunas existentes numa parede de uma casa linda nas arribas frente a Lisboa. Aparentemente os azulejos são banais e para quem conheça a azularia portuguesa, esta patronagem mourisca em aresta-viva até é bastante vulgar; a questão é que parece já não se encontrar à venda no mercado chacotas industriais com 3mm de espessura e que meçam 14x14cm como as dos azulejos originais.

Tive de fazê-las à mão e depois de algumas experiências de cor, vidrei-as de branco.

ESCACILHADO

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Hoje resolvi fazer uma pausa na minha nova produção azulejar e pegar numas chacotas manuais, que fiz há algum tempo – há mais de dois anos, para ser precisa. Tratava-se de manufacturar umas réplicas, de 14x14cm e com cerca de 1,3cm de espessura, que viessem a colmatar as lacunas existentes no revestimento azulejar do séc. XVII, da Igreja da Ota; tarefa integrada na intervenção de conservação e restauro dos azulejos, que começámos nessa altura e que entretanto ficou parada. E as chacotas ali ficaram, empilhadas, a secar e a ocupar espaço na prateleira. Até hoje. Estive agora mesmo a escacilhá-las – tal como as originais – e finalmente estão prontas para enfornar. Sim, porque secas, já estavam.

FIGURA AVULSA

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Hoje resolvi mudar de registo e variar um pouco o que tenho vindo a fazer neste último mês. Tenho este pequeno trabalho para fazer – o primeiro deste ano! – e se não meto já mãos à obra, o tempo vai passando e nunca mais. Trata-se de uma pequena encomenda de quatro azulejos manuais, feitos à medida, que intercalem com estes de figura avulsa e que irão ser todos montados em suporte móvel, na vertical.

E as chacotas já estão a secar.