BRANCO

Ando há alguns dias a adiantar já testes de cores variados, para duas ou três encomendas distintas que irei começar a executar daqui a um mês, quando voltar à oficina, depois de umas férias merecidas, sem pensar muito nisto – e nem em nada, para falar muito sinceramente. Gostaria de deixar esta parte já feita, porque depois tudo pode avançar mais rapidamente, mas às vezes sinto que estou esgotada e que o melhor seria parar já e depois voltar com a cabeça limpa, pronta a raciocinar e a ver as coisas com alguma clarividência, porque agora tenho tido algumas dificuldades.

Tenho andado à luta para conseguir engendrar um vidrado branco para fazer cerca de 250 réplicas de azulejos do séc XVIII, que, por serem brancos, parecem tão simples, mas a verdade é que já criei não sei quantas receitas para não sei quantas experiências de cores e nada – alguns resultados até têm bastante piada, pois não têm mesmo nada a haver com o procurado e é sempre uma surpresa abrir o forno.

Hoje, finalmente, ao fim de três dias consecutivos a fazer receitas novas, todas falhadas, tirei da mufla de experiências duas ou três amostras com tons muito semelhantes àquilo que pretendo, mas ainda não estou bem convencida. Tenho as minhas suspeitas de que preciso de um óxido que não há, nem nunca houve, aqui na oficina…

 

 

 

 

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