LEVANTAMENTO DE AZULEJOS

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Na semana passada estive ocupada com um pequeno trabalho de levantamento dos silhares de azulejos das paredes Norte, Este e Sul da sacristia da Igreja de Nossa Senhora da Saúde, em Lisboa. Os silhares encontravam-se em mau estado de conservação, com muitos vestígios de intervenções anteriores: inúmeros azulejos não pertencentes nem àquele conjunto nem àquela época; superfícies de junta fechadas com cimento, azulejos assentes em cimento, claro está e ainda inúmeras falhas de vidrado e fracturas simples e múltiplas. Para agravar a situação, a forte presença de humidade nas paredes, que se faz sentir em toda a sala (não nos podemos esquecer que a antiga Ribeira de Arroios passa ali por baixo, a poucos metros de profundidade) e visível nas argamassas de assentamento principalmente da parede Este, que se encontravam encharcadas, tal como o corpo cerâmico dos azulejos aí existentes.

De qualquer modo, a intervenção pedida – o levantamento dos azulejos, originais do séc. XVIII – está concluída.

Os azulejos foram retirados da parede, os seus tardozes foram limpos superficialmente, na medida do possível – muitos apresentavam argamassas demasiado carbonatadas ou argamassas à base de cimento, o que em ambos os casos significa quase o mesmo; ou seja, um elevado grau de dureza -, as fracturas foram coladas provisoriamente, apenas para que os fragmentos não se percam e por fim os azulejos foram acondicionados em caixas de plástico até que a sacristia sofra todas as obras que precisa e se decida o que fazer com eles. Mas para já, estão a salvo.

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3 thoughts on “LEVANTAMENTO DE AZULEJOS

  1. Mas que grande misturada, realmente! Só se percebe vagamente o padrão original.
    Qual é a solução tecnicamente aconselhável nestes casos? Acho que preferia ver as falhas colmatadas com azulejos «brancos» (enfim, um «branco» com um tom próximo do «branco» dos existentes), em vez de uns quaisquer à toa!
    É uma tristeza… mas, se lhe pediram o levantamento, já é também uma esperança!

    • É realmente uma misturada e infelizmente, muito comum. A solução, aqui – que sendo uma padronagem, é fácil perceber o desenho que falta, – seria fazerem-se as réplicas necessárias a colmatar as lacunas existentes… caso contrário, em meu entender, as lacunas deveriam ser colmatadas com azulejos ou com um tom neutro, seleccionado dentro das tonalidades existentes no conjunto, ou com manchas cromáticas.

      Mas agora o levantamento está feito, sim e depois aguardemos por mais novidades depois de todas as obras feitas. 🙂

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