PASTAS CORADAS

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Como se já não bastasse a saga que tenho tido com as experiências de vidrados, para efeitos e fins muito diferentes, lembrei-me agora de começar a fazer também testes para pastas coradas e engobes vítreos de alto fogo, que é o que me interessa. Mais receitas, quer isto dizer. Tenho em vista um objectivo muito específico; uma pequena/grande questãozinha técnica que me tem atrapalhado bastante desde que comecei a fazer as peças setecentistas  e cuja resolução faz toda a diferença – pelo menos, a diferença entre continuar a fazer essas peças ou a abandoná-las de uma vez por todas; o que seria uma pena pois aposto mesmo nelas e tenho mais uma série de ideias para umas outras que teriam de ser feitas da mesma maneira. Portanto e, nesse sentido, ando agora a ler uns três livros técnicos em inglês e um outro em espanhol, os quais comprei há mais de vinte anos e que pouco foram folheados – pronto, sempre foi um investimento de futuro. O pior é que não consigo desligar; quanto mais informação tenho, mais penso nisto; sonho com isto. Milhares de receitas na cabeça, alto fogo, alto fogo;  matérias primas, faiança, azulejos, fragmentos de azulejos, vidrados, engobes e fundentes. Já lá vai o tempo em que comecei a fazer umas placas relevadas simples, em barro refractário, cozidas a alta temperatura e baseadas nos baixos-relevos dos monumentos românicos e góticos. Imitavam pedra; eram tão simples. Foi assim que tudo começou.

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2 thoughts on “PASTAS CORADAS

  1. Fantástica a sua forma apaixonada de viver esse trabalho.
    Mais uma vez te agradeço por compartilhares as tuas experiências e pensamentos.
    Gostaria de aproveitar para te pedir uma ajuda.
    EStou no Brasil e por aqui é muito limitada a oferta de tintas para pintar azulejos.
    Uso técnica de porcelana com mistura a oleo que queima a 760º sabes onde posso comprar estes pigmentos em Portugal ?
    Estou com planos de ir aí e arpoveito para trazer…se possível adoraria te conhecer.
    Obrigada
    Gisela

    • Olá Gisela, obrigada por continuares a espreitar.
      Não trabalho com esse tipo de tintas, mas há duas lojas – uma mesmo em Lisboa e outra a cerca de 20 km – que devem ter, é uma questão de enviares um e-mail a perguntar. A primeira chama-se Barracha e a segunda E.C. Viana. Ambas têm site na internet.
      Quando vens? Terei todo o prazer em ajudar.
      Cumprimentos!

      Isabel

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