ALMOFARIZ

Na sexta-feira fui ao Palácio da Pena mostrar algumas das minhas (muitas) experiências de brancos que fiz para colmatar as lacunas de azulejos existentes no vão da janela neo-gótica da capela. Apesar de ter comigo duas pequenas amostras dos azulejos originais, os tons eram tão diferentes um do outro que a melhor solução foi lá ir, para ver in-situ e com o director do Palácio, qual era a que melhor se adaptava ao local – se é que alguma se adaptava. Foram escolhidos dois tons que já se assemelham muito aos do restante conjunto e a ideia é vidrar uma chacotas com um e outras com o outro, para garantir uma boa vibração tonal daquela zona, que se encontra cheia de luz.

Como estou lançada nisto de fazer experiências de brancos, resolvi pegar nas amostras escolhidas e, a partir dessas, já me ocorreram mais não sei quantas receitas que posso experimentar – podia ficar assim o resto da vida; as hipóteses desmultiplicam-se a olhos vistos.  Vou partir de um vidrado base que temos aqui na oficina, que nunca usamos e que agora se revelou ser o mais adequado para estas réplicas. O saco estava guardado há que tempos e o pó apanhou alguma humidade, havendo alguns torrões que têm de ser desfeitos no almofariz. É uma tarefa um pouco morosa, mas fico com a impressão de ser uma ceramista a sério, parecida com os senhores que vêm nas imagens dos livros de cerâmica que temos aqui na oficina.

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